Os setenta anos do maior de todos: Gilberto Gil

Hoje é aniversário de setenta anos de Gilberto Gil. Dos grandes referenciais da nossa música, ele é meu predileto. Na verdade, acho que ele é o maior, embora apenas diga isso para fins de uma possível organização de favoritos, afinal, não são poucos os nossos gênios musicais.

Gil é brasileiríssimo. Mas também passeia tranquilamente por uma linguagem cosmopolita. É ele quem consegue a mais legítima expressão reggae no Brasil. É ele quem, genialmente, declara que ‘o reggae é um xotezinho sem vergonha’ e demonstra isso na prática ao unir as duas linguagens e marcar um golaço.

Gil fez sambas lindos, de suingue incomparável e de letras complexas e pensantes. Suas harmonias e seu toque trazem à tona o grande músico que ele é.

Gil tem a sacada infalível de trazer o berimbau e a batida típica da capoeira à poesias inspiradoras e inesquecíveis como na seminal “Domingo no Parque” e da filosófica “Parabolicamará”.

Gil é audacioso; é inquieto, sempre buscou por outros caminhos demonstrar sua arte. Seus experimentalismos me soam superiores e mais bem sucedidos que os de seus semelhantes.

Gil tem a delicadeza e a inspiração para nos presentear com sensíveis pérolas musicais.

Gil é energia pura. É poesia, harmonia, melodia, pegada e delicadeza; é a música brasileira em seu ápice.

Gil é a música brasileira.

 

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