A improvável medalha

Fica difícil escrever algo aleatório sobre os Jogos Olímpicos. Há um sem-número de motivos para se abordar em discussões, coisas que vão muito além do esporte em si.

Todavia, como não falar da emoção em ver esse garoto até ontem desconhecido de todos nós, Arthur Zanetti, conquistar uma improvável e rara medalha de ouro numa modalidade em que simplesmente não temos a menor tradição?

É passível de inúmeras reflexões.

Sempre damos as costas aos esportes individuais. Somente nos antenamos em época de Olimpíada e, ainda assim, quando temos alguma chance de vitória. A partir disso já começamos a entender também porque temos tão pouca tradição em esportes olímpicos.

Igualmente observo o quão injusta é a cobrança sobre estes atletas que, ao contrário de jogadores de futebol, que vivem uma constante badalação, são verdadeiros abnegados. Imagine um jovem que opta por não jogar futebol, vôlei, basquete. Naturalmente ele já estará em outra turma, ou turma alguma. Imagine tudo do que ele terá de abrir mão em nome de treinos em doses cavalares, que podem ainda assim, ser insuficientes.

Enfim, quanta coisa para ser refletida após uma conquista tão gigantesca deste garoto de 1,56m de altura.

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