Quando a crueldade contra animais nos arrebenta

Embora o blog seja predominantemente sobre música e cultura pop, seguidamente entro em outros temas. Algumas vezes já reiterei que não gosto de falar de casos de maus tratos a animais devido à enorme tristeza e revolta pelas quais sou tomado.

Pois bem, desta vez eu fui atingido por um destes casos.

Quinta-feira, 6 de setembro, antes de viajar a trabalho, passei na casa de meus pais e me deparei com nossos gatos envenenados, penando pela sobrevida, sôfregos e agoniados. De cinco, uma gata de oito anos morreu, dois desapareceram (claro que mortos também) e outros dois estão sobrevivendo a duras penas.

Qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade não agüentaria ficar junto dos bichinhos quando os encontrei. Uma quase morrendo, outro agoniando, gritando terrivelmente, ao passo que aquele que também está agüentando neste momento havia desaparecido.

Eu custo a acreditar que isso aconteceu; e mais ainda me recuso a crer em alguma justiça que não seja aquela feita por meio das próprias mãos.

A grande droga disso tudo é saber que pessoas que cometem tais atos estão aqui, ao nosso lado, freqüentando a mesma rua, o mesmo mercado, respirando o mesmo ar. Pessoas assim estão perto de nossas casas, nossas famílias, amigos. Me custa acreditar que um pária destes segue vivo.

A explicação para que a humanidade seja uma grande porcaria está nestes atos. Quem não tem a sensibilidade de respeitar um animal ou quem o ama, não pode ter a menor capacidade de ser algo prestável.

Sempre digo: ninguém precisa gostar de animais de estimação. Contudo, que tenha respeito por quem deles gosta e, principalmente, pelos próprios bichos.

Porém, se o motivo é pessoal, poxa vida! Que tenha alguma hombridade e que venha tratar pessoalmente, ou mesmo aprontar alguma coisa qualquer… mas comigo, não com um pobre gato de estimação.

Pense comigo: que tipo de serventia terá um ser destes? Como um sujeito assim poderá ser pai, avô, tio? Alguém que deliberadamente envenena pobres e inocentes animais só pode servir de adubo para a própria terra onde pisa, nada além disso.

É peso morto, é lixo.

Isso deve acontecer para que nunca esqueçamos que fazemos parte da pior espécie viva possível: o ser humano.

É assustador, triste, porém explicativo saber que pessoas assim se encontram tão próximas a nós. Eu já disse e reitero: o fato de o mundo ser injusto, cruel e uma grande porcaria, se deve a estes humanos.

E repito: não acredito em justiça de nenhuma espécie que não seja aquela feita por nós mesmos.

Cheguei hoje de viagem e não consegui me recobrar muito, tampouco me livrar de meus pensamentos mais odiosos.

Quando eles se amenizam, faço questão de lembrar dos meus pobres bichos agonizando, dos últimos toques que dei no pelo macio da Lulu, gata de oito anos que sofreu demais antes de partir.

E então aqueles pensamentos voltam. E não faço questão que saiam.

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2 pensamentos sobre “Quando a crueldade contra animais nos arrebenta

  1. Renata 10 de setembro de 2012 às 9:58 pm Reply

    Palavras perfeitas Marcinho!

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