“Bird” – a trajetória de Charlie Parker no cinema

birdCharlie Parker foi um dos mais importantes músicos de todos os tempos. O jazz era seu reduto, sendo ele um dos precursores do Bebop (gênero jazzístico que imprime bastante dificuldade na sua execução, devido à rapidez do ritmo e suas constantes mudanças harmônicas).

Por meio de seu saxofone ele se tornou referência para músicos não só de seu instrumento, mas para todo e qualquer sujeito que leva a sério essa arte e a ela se dedica abnegadamente. Quando falamos em improvisação, Charlie Parker é nome obrigatório.

Colocadas as respectivas ponderações técnicas e musicais (que pra quem não é do meio soam um tanto chatas, com toda a razão), é preciso dizer que Charles Parker Jr. – conhecido pelo apelido Bird – devido aos seus altos e baixos, seus dramas e seus vícios teve uma vida digna de ser contada em livros e filmes.

Pois sua trajetória foi mesmo contada num filme. Esplêndido, diga-se de passagem. O autor da obra-prima? O melhor contador de histórias do cinema: Clint Eastwood.

“Bird”, de 1988, mostra a dramática e intensa carreira do gênio Charlie Parker. Quem deu vida ao mito foi o ator Forest Whitaker, que por seu papel recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes, bem como Clint Eastwood, que ganhou o Globo de Ouro de melhor diretor.

Não pense que o filme é interessante somente para iniciados no jazz. Claro, é um deleite para quem tem alguma vivência no estilo e ainda mais para aqueles que sabem das dificuldades de se ser um músico dedicado num meio muitas vezes cruel. Contudo, a impressionante história de Parker torna o filme uma obra palpável para qualquer pessoa. Redundante dizer que a trilha sonora é um primor.

No período de auge do jazz, em que as pessoas lotavam casas noturnas para ouvir os grandes nomes do jazz descarregando improvisos tortos e cheios da mais pura inspiração, os músicos também eram os mais junkies, não raras vezes perdendo-se completamente no vício em drogas e bebidas. Roqueiros posteriores são fichinha diante de alguns jazzistas daquele período.

“Bird” é mais uma das grandes obras de Clint Eastwood, mais uma de suas inesquecíveis contribuições ao cinema. Além de contar a história de Charlie Parker, Clint invariavelmente prestou um tributo ao jazz, estilo do qual é um fervoroso fã e entusiasta.

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