Frejat e a tal felicidade em Lajeado

maior_frejatO cantor Frejat está fazendo uma turnê pelo interior do estado do RS e no último sábado pude assisti-lo apresentando seu espetáculo “Essa Tal Felicidade” em Lajeado.

Tive minhas expectativas totalmente superadas com o belíssimo show que o líder do Barão Vermelho nos apresentou (aliás, acho o Barão uma das bandas de rock mais genuinamente brasileiras, se não a mais).

Frejat avisa no início do show que o nome da turnê não é em vão. A tal felicidade, para ele, é tocar não só seus incontáveis hits, mas promover uma grande festa ao som de grandes canções de seus ídolos.

A primeira música já vem para dizer isso: “Palco”, de Gilberto Gil. E ao longo do show ele emenda Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Tim Maia, Gonzaguinha, Cláudio Zoli, Cassiano, Lulu Santos, Renato Russo.

Aliás, novas gerações de rockeiros brasileiros, tomem nota da lição: bebam na nossa fonte, bebam da fonte da qual bebeu Roberto Frejat. Ele reverenciou ícones da MPB, sem jamais perder a veia e a sonoridade rock n’ roll que marcam a sua música.

Sucessos de sua carreira solo, bem como alguns inevitáveis hits do Barão Vermelho completaram uma noite de festa e de astral ótimos no clube Tiro e Caça, em Lajeado.

Aliás, o ótimo astral geral tinha no palco o seu maior motivo. Além de um set list favorável, Frejat é extremamente carismático. Ele se mostra afim, toca e canta muito bem e, principalmente, é muito generoso com os músicos de sua banda, que conseguem mostrar sua personalidade ao longo do show, mesmo acompanhando uma estrela maior.

Destaque para o grande tecladista, integrante do Barão e parceiro em composições de Frejat e Cazuza, Maurício Barros, que chama a atenção pela sua atitude de palco, principalmente por usar uma estante móvel, com rodinhas embaixo de um de seus teclados, o que proporciona que ele se movimente pelo palco. Outro músico que rouba a cena é o guitarrista Billy Brandão. Vestido num impecável terno (bem como a banda toda), com um chapéu que lhe confere um ar de gângster americano da década de 30, chama a atenção não só por seus inusitados passos de dança mas por ser um grande guitarrista. O solo de “Malandragem” foi simplesmente um estrondo. A banda é completada pelo baterista Marcelinho da Costa e pelo baixista Bruno Migliari (“diretamente do The Voice – chiquérrimo!”, como o apresentou o próprio Frejat).

A impressão que tenho é que todas as pessoas saíram de lá leves, serenas, realizadas pela noite agradabilíssima que essa lenda do rock nacional nos proporcionou. Recomendo demais o show de Frejat para quem tiver a chance de assisti-lo.

Ele nos mostrou o verdadeiro rock brasileiro; aquele que é um híbrido de sonoridade poderosa mas balançada, suingada, tendo nosso cotidiano e a música brasileira como influência.

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2 pensamentos sobre “Frejat e a tal felicidade em Lajeado

  1. Jonathan Roveda Pezzini 8 de abril de 2013 às 2:46 pm Reply

    Como sempre, palavras sábias tuas meu brother. Realmente saímos de lá renovados espiritualmente, porque apesar do lixo musical despejado ultimamente, ainda há artistas que nos deixam em êxtase, aliás, puro êxtase. Grande abraço.

    • Márcio Staggemeier 8 de abril de 2013 às 3:00 pm Reply

      Obrigado, Jonathan!
      Foi um grande show e espero que pintem mais nesse mesmo nível!

      Abraço!

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