O chato e pouco inspirado cinema brasileiro

O cinema brasileiro definitivamente carece de inteligência, criatividade e alguma dose de originalidade.

Enquanto vemos outros países cada vez mais sobressaindo-se com cinema de qualidade, a nossa amostragem encalha num nível autoral de novela da Globo.

Até pouco tempo atrás, a febre bem sucedida foi o favela movie, uma fórmula que se repetiu até encher o saco. Já houve a fase das biografias de boleiros. Depois vieram filmes espíritas. Então, os autores passaram a se achar extremamente descolados, espertos, e entraram numa onda de comédias românticas patéticas, sem graça, sem romance.

E agora, a nova onda são as biografias de astros da música locais que já se foram.

Nada contra, não vou emitir opinião antes de assistir, mas nota-se claramente o oportunismo das empreitadas, embalado pelo ritmo da falta de criatividade.

Sendo bem direto: não sabemos contar boas histórias. Não sabemos criar boas histórias. Cinema bom, basicamente, consiste de boas histórias sendo bem contadas. Não sou eu que estou dizendo – palavras de Clint Eastwood.

Enquanto o cinema da América Latina, da Europa, do Irã e da Índia dá de relho no brasileiro, aqui seguimos a linhagem da sétima arte guiada pela luz da inspiração de Xuxa e Didi Mocó.

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