A involução do futebol brasileiro

Ronaldo Nazário, dono da empresa de marketing esportivo 9ine, é comentarista dos jogos da seleção brasileira na Globo. Entre os clientes da 9nine estão Leandro Damião, Lucas e o principal deles, Neymar. Ontem, no jogo com a Inglaterra, Ronaldo elegeu Neymar, seu cliente, como sendo o destaque do jogo, fato que não condiz com a realidade: se houve destaque pelo lado brasileiro, chama-se Oscar.

Ontem, a seleção teve outro desempenho pífio em jogo amistoso. Hoje Neymar se apresenta no Barcelona. A atenção da mídia está toda na capital catalã. No Brasil não se fala mais do time, da equipe, da seleção brasileira. O futebol brasileiro foi personificado em um único indivíduo: Neymar, que vive muito mais de marketing do que de bola.

Enquanto houver essa inversão total e absurda, que acaba gerando a desvalorização do item mais básico do jogo coletivo – a equipe – a seleção brasileira de futebol irá figurar num obscuro segundo pelotão mundial do esporte.

No futebol, o Brasil está em processo de involução, nada contra a maré.

Em tempos de enaltecimento do futebol espanhol e do iminente e impetuoso jogo com o qual os germânicos assombram o mundo, reafirmando todos eles que a coletividade aliada ao talento e à ordem são imbatíveis no jogo de bola, no Brasil se reduz tudo a uma única personalidade, menosprezando a nova velha ordem mundial do esporte coletivo, que de tempos em tempos é re-ensinada por aqueles que evoluem.  Não é o caso do Brasil.

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