Dia Mundial do Rock: uma grande canção, uma ótima história

pink floyd 01

Dia Mundial do Rock: nada melhor que uma grande música acompanhada de uma boa história para celebrar o dia. Por acaso, é uma das minhas preferidas da minha banda predileta: “Have a Cigar”, do Pink Floyd.

A canção está presente no álbum Wish You Were Here, lançado em 1975 e foi escrita por Roger Waters.

Enquanto o álbum todo fala do distanciamento espiritual de pessoas que continuam juntas mas não mais como outrora – reflexo do momento que a banda vivia – e também lamenta a ausência e homenageia o fundador agora doente, Syd Barret, as músicas “Welcome to the Machine” e “Have a Cigar” são críticas bastante ferozes à indústria musical e ao modo como funcionam grandes corporações que somente visam o lucro em detrimento de quem quer que seja.

Curiosamente, “Have a Cigar” é uma rara canção que não foi cantada por nenhum membro do Pink Floyd. Durante as gravações, David Gilmour recusou-se a cantá-la por não se sentir completamente identificado com o tema. Waters, o autor, penava para conseguir gravá-la. Enquanto isso, em outra sala do estúdio Abbey Road, o cantor Roy Harper trabalhava em seu álbum HQ.

Segundo Waters, “Roy ficava entrando e saindo do estúdio o tempo todo. Não consigo me lembrar quem foi que sugeriu que ele devia  cantá-la – talvez tenha sido eu, talvez na esperança de que todos dissessem ‘oh, Roger, você deve fazê-lo’. Mas eles não disseram. Na verdade, todos acharam uma excelente ideia.”

Embora nos tenhamos acostumado a ver Roger Waters interpretando “Have a Cigar” em performances ao vivo, no álbum quem a cantou foi mesmo Roy Harper.

Roger Waters nunca engoliu muito bem o fato. Na verdade, já era o resultado de um clima pesado que rolava entre os integrantes. O próprio Waters disse em entrevistas nos anos seguintes que sentia que o restante da banda fizera questão de passar a impressão de que ele não cantava bem o suficiente, que era o músico menos capaz, que os demais eram melhores.

Imagine uma questão tão sensível sendo vivenciada logo após a estrondosa decolagem que a banda teve com o fenômeno The Dark Side of the Moon, álbum que elevou o Pink Floyd ao patamar dos maiores de todos os tempos, mas que também trouxe à tona todas as dificuldades de relacionamento que estavam quietas, embaixo de um belo tapete em uma sala de chá tipicamente inglesa!

Fonte: Nos Bastidores do Pink Floyd, de Mark Blake.

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