Primeiro fim de semana de Rock in Rio e as surpresas do Palco Sunset

Embora leve o rock no nome, o Rock in Rio é, sobretudo, um festival de música como tantos outros que acontecem pelo mundo – o que é consolidado com um line up de predominância do pop, como foi esse do primeiro final de semana.

Sequer irei entrar no mérito de analisar shows com maiores detalhes – ao final de tudo, daqui uma semana, se faz um balanço geral. Mas não há como não falar de alguns dos que mais chamaram a atenção.

Os shows do Palco Mundo mostraram aquilo que eu já esperava: os grandes nomes do pop Beyoncé, Alicia Keys, Justin Timberlake, todos apresentaram shows perfeitos, em termos de cenografia e música. Aliás, Alicia Keys traz uma leveza e um refinamento muito bem vindos ao pop e R&B que ela apresenta, sem contar que é uma grande cantora.

Nessa linha de astros do pop internacional, a minha grande surpresa ficou por conta da Jessie J. Embora eu não conhecesse o trabalho dela, gostei das suas músicas e de sua performance, cheia de carisma.

O Muse (tocou na noite de sábado), fez um show bem barulhento, pegado, condizente com sua formação de power trio.

Dos brasileiros que tocaram no palco principal, acho que o Capital Inicial fez o melhor show. E claro, não há como não falar da papagaiada que foi a homenagem a Raul Seixas, promovida pelo Detonautas, com uma pequena participação de Zélia Duncan e Zeca Baleiro. Muita bagunça, muita pretensão, muita gente no palco, nada para se lembrar.

O Palco Sunset, justamente por ter um perfil mais flexível, é o que apresenta mais artistas diferentes, menos conhecidos por aqui e, consequentemente, surpreende de modo positivo em vários shows.

Logo na abertura, sexta-feira, o grupo português de hip hop instrumental Orelha Negra foi uma atração bacana, e gostei muito da participação da Jesuton no show do Vintage Trouble.

Ontem houve, também no Sunset, o encontro entre dois caras com muita história: Ivan Lins e George Benson – grande guitarrista de jazz que manifestou toda a sua admiração por Lins. George apresentou suas canções pop conhecidas e improvisou muito, até demais, tornando o show cansativo e desvirtuado.

A apresentação que mais me surpreendeu, justamente por eu não conhecer, foi a do grupo The Black Mamba com participação da cantora Áurea – artistas portugueses que fizeram um baita show, baseado na sonoridade funk e soul. Grandes músicos no palco, e ela uma ótima cantora.

Com o passar dos dias, mais pensamentos virão sobre o Rock in Rio. E ainda que muitos sintam falta de mais rock e que alguns shows fiquem aquém do nível esperado, digo que é muito bom ter alguns dias de muita música, com artistas que não estão ligados às nossas pragas sonoras que poluem o resto dos dias do ano.

Aurea e The Black Mamba

Aurea e The Black Mamba

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: