Mais um motivo para ser fã de Cameron Crowe: Elizabethtown

tudo-acontece-em-elizabethtown1Já escrevi artigos sobre a paixão que tenho pelos filmes de Cameron Crowe. Ele é um diretor pop, como costumo dizer, mas seus filmes – sempre com um quê de autobiográficos – me fazem ficar com um sorriso no rosto (quando não pasmo, que é o caso de “Vanilla Sky”).

Ontem assisti “Tudo Acontece em Elizabethtown”, de 2005, misto de comédia, romance e drama que é um abraço afetuoso em quem vê.

Orlando Bloom é Drew Baylor, um designer de calçados que trabalha na Mercury – maior empresa de esportes dos EUA – de onde é demitido após causar um prejuízo de 1 bilhão de dólares por conta de um modelo de tênis que se torna um fracasso de vendas e aceitação, um fiasco.

Na eminência de cometer suicídio, Drew recebe o telefonema de sua irmã dando a notícia de que seu pai, Mitch, falecera e de que ele teria de ajudar a família na organização da cerimônia de velório.

Drew ruma, então, para o interiorano estado de Kentucky. No vôo conhece aquela que irá mudar a sua vida, uma personagem encantadora, interpretada lindamente por Kirsten Dunst – a aeoromoça Claire Colburn. Chegando à pequena Elizabethtown, onde o pai de Drew é muito querido e ele próprio é tido como muito bem sucedido em seu trabalho, ele recebe todo o acolhimento e o carinho de seus familiares e amigos de seu pai, tendo de reorganizar sua vida a partir do fracasso profissional e dificuldades pessoais.

A partir daí, o filme de desenrola em situações de pura sensibilidade, acolhedoras.

Cameron Crowe me arrebatou mais uma vez e, como se não bastasse, a trilha sonora é ótima – o que também é sempre uma marca sua.

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Um pensamento sobre “Mais um motivo para ser fã de Cameron Crowe: Elizabethtown

  1. marcos 20 de junho de 2014 às 12:00 am Reply

    Marcio. Não sei se o que vou falar é senso comum ou viagem mesmo, mas Vanilla Sky é a história de uma pessoa com esquizofrenia. No momento que o personagem sofre o acidente, ele passa a viver na linha divisória entre o real (quem ele realmente era e negava ser ) e o imaginário (quem ele achava que era)… O acidente de carro é que possibilita ele encontrar-se entre o real e o imaginário. Não só isso… possibilita a escolha entre viver na ilusão ou no conhecimento de si mesmo. Num mundo em que se confunde essas duas realidades, as cicatrizes do acidente,na face, revelam sua verdadeira identidade, a imagem que ele tinha de si mesmo, quem, de fato, ele era. Por isso, a dificuldade de se olhar, de se encarar…. E o final….! Qual foi a escolha que ele fez? Um filme lindo e marcante, sem dúvida.

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