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Enfim, David Gilmour

600full-david-gilmourConsidero este blog não inativo, mas sim num longo e necessário período de hibernação. Agora, pelo motivo de um grande show por chegar, irei acordá-lo de vez em quando, mas sem a pressão de postagens seguidas.

Na iminência de ver ao vivo mais um dos meus heróis musicais de toda a vida, me surge aquela vontade de discorrer longamente sobre o ídolo, mesmo que ninguém tenha interesse em ouvir, mesmo que ninguém alimente alguma curiosidade em ler.

Azar, escrevo mesmo assim. Fiz igual quando Paul McCartney, Eric Clapton e Roger Waters estavam por vir. Não seria diferente com a vinda de um dos grandes responsáveis pelo som da minha banda de rock favorita, o Pink Floyd.

Falo de David Gilmour, e falar de heróis supremos, além de ser um prazer, é difícil, pois tudo que se disser parecerá deveras pouco diante da grandeza de significados que a idolatria possui.

A música é o centro de tudo, através dela é que a admiração nasceu. E o mais interessante é que cada fã, cada ouvinte terá uma percepção diferente de determinada canção. Mas quando se é fã, as coisas ultrapassam o âmbito da arte. Na verdade, uma vida é permeada pela música de quem somos admiradores absolutos.

Conheci o Floyd ainda criança, aquele pós-Waters. Me apaixonei e passei a buscar incessantemente pela música, pela história da banda, numa época em que a informação ainda era parca e chegava mais através de revistas de música. Com o passar do tempo, fui buscar os trabalhos clássicos, os discos primordiais, ler mais e mais.

Mas, ao final das contas, nunca fui daqueles que preferia este ou aquele – Waters ou Gilmour. Na real, cada um tem sua contribuição fundamental para a consolidação da música e da importância do Pink Floyd na história. Todos tem sua parcela de genialidade (e seus gênios) na construção de sua arte – Waters com as ideias, concepções, letras; Gilmour com as camadas sonoras, os solos, os acordes, dando a identidade sonora do grupo.

Contudo, ao longo dos anos, pude ver duas vezes Roger Waters ao vivo. Já havia perdido as esperanças de assistir um dia David Gilmour. Mas a generosidade do destino reservou este presente, pra logo mais, em dezembro.

Será um dia de lágrimas, de lembrar para sempre todo o entorno do que cerca o grande momento, enfim. Será ocasião de me encontrar com minha própria história e ver e ouvir, diante de meus olhos, o cara – hoje um senhor quase septuagenário – que fez parte da trilha sonora da minha vida. E que continua fazendo.

Ainda vou falar disso, da banda… Guy Pratt, o baixista que sempre aclamei como um dos que mais me influenciaram…

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