Arquivo da categoria: Inusitado

Pesquisa aponta canções mais tocadas em velórios – motivo para um belo exercício

Embora o tema possa parecer um tanto mórbido para alguns, eu fico fascinado e acho muito interessante qualquer coisa que nos seja perguntada ou nos faça refletir, tendo como cenário o fim da linha.

Uma enquete realizada na Grã Bretanha revelou as músicas mais solicitadas em velórios. “My Way”, de Frank Sinatra está no topo da lista. Nada mais de acordo, afinal, a música é um verdadeiro hino de despedida, com todos os ingredientes que fazem parte do momento.

A lista segue tendo a chorosa “Time To Say Goodbye”, com Sarah Brightman e Andrea Bocelli, na segunda posição; “Wind Beneath My Wings”, com Bette Midler, na terceira; e “Over the Rainbow”, com Eva Cassidy, na quarta.

Também fazem parte das mais solicitadas na derradeira despedida “Angels”, de Robbie Williams, a intragável “My Heart Will Go On”, com Celine Dion (como chegar ao céu ao som dessa música?), e o clássico “Unforgettable”, com Nat King Cole.

Por outro lado, o estudo feito pela Co-operative Funeralcare mostra que em um quarto dos funerais, músicas consideradas inapropriadas pelo sacerdote responsável são recusadas. Um caso destes acontece com “Imagine”, de John Lennon, que tem o verso “there is no heaven” (“não há paraíso”).

Tenho certeza de que todos vocês, leitores, estão neste momento pensando em qual canção escolheriam para tocar em seu próprio funeral. Acho o exercício interessantíssimo e, embora muitos possam refutar a ideia, é até uma maneira de promover o autoconhecimento.

Então? Você sabe de primeira qual seria a sua canção? Ou, como eu, fica em dúvida entre mais músicas?

Bom, certamente eu teria de organizar uma playlist para a ocasião, tantas são as canções. Até poderia haver um momento de groove, balanço, quem sabe? Algo genuinamente brasileiro tem de fazer parte! Porém, saindo de cima do muro, enumero aquelas que não ficariam de fora da festa: “Time” e “Breathe” (reprise), do Pink Floyd – ok, meu lado floydiano me levaria a escolher músicas de todos os álbuns da banda. Outra que não ficaria de fora, a dolorida e dramática, “Hurt”, de Johnny Cash.

Encare o tema com leveza e, por que não, pense sobre a canção que você escolheria. É um belo exercício.

 

Anúncios

Mais uma pesquisa britânica: casais que brigam o ano todo

Bom, meus caros leitores, após vários posts envolvendo temas culturais, artísticos e edificantes, chegou o momento de escrever alguma bobagem… até para que os índices de cultura inútil de nossas mentes se mantenham a níveis saudáveis e para que nunca esqueçamos de também sermos tolos e um pouco ridículos – é isso que propulsiona a humanidade, também.

Dito isso, eis que pela manhã li um artigo dando conta de uma pesquisa realizada, óbvio, na Grã-Bretanha (sempre eles) envolvendo 3 mil pessoas, e que indicou que os casais brigam, em média, 312 vezes por ano. Pasmem! Isso é praticamente uma briga por dia! Fiquei impressionado com tamanho índice. A arte da suportabilidade em pleno funcionamento!

Porém, o melhor está por vir. Vamos aos principais motivos que causam as discussões.

Os hábitos que mais irritam as mulheres:

1. Deixar pelos na pia
2. Deixar a privada suja
3. “Surfar” entre canais de TV
4. Não trocar o rolo de papel higiênico
5. Não abaixar a tampa da privada
6. Deixar as luzes acesas
7. Xícaras sujas pela casa
8. Toalhas molhadas no chão ou na cama
9. Acumular pertences
10. Não dar descarga

Sem falsas pretensões, sou obrigado a dizer: essas mulheres aí estão casadas com uns verdadeiros tigres! Vi a lista de motivos de irritações e, sinceramente… fora as vezes deixar alguma xícara por aí, os demais ítens não são hábitos que vejo como ‘normais’ e corriqueiros. Aliás, óbvio que têm mais que ser motivo de brigas quase diárias. O bom convívio exige alguns hábitos básicos de cavalheirismo… Ok, se é difícil, que sejam hábitos básicos de limpeza e educação. Enfim, não vou discutir isso aqui, neste nobre espaço. Mas convenhamos que o ser humano é um ser muito estranho. Aliás, já se disse: entre quatro paredes, no seu reduto, ninguém é normal.

Pra constar, a lista – segundo a pesquisa – das coisas que mais irritam os homens:

1. Demorar para ficar pronta
2. Reclamar que ele não faz nada
3. Deixar as luzes acesas
4. Entupir o ralo do chuveiro com cabelo
5. Acumular pertences
6. Encher a lata de lixo além da capacidade
7. Deixar lenços de papel pela casa
8. Xícaras sujas pela casa
9. ‘Surfar’ entre canais de TV
10. Assistir a novelas

Ok, todos têm motivos para discórdias bem fundamentadas, com estas listas – principalmente as mulheres, afinal, a relação das coisas que irritam os homens é insignificante perto dos hábitos caseiros deste neanderthal ao qual as mulheres são obrigadas a se sujeitar e dividir o lar, levando-se em conta a primeira lista.

Agora, convenhamos: brigar 312 vezes por ano?!

Afinal, Moramos em Outro País?

Domingo, chamou-me a atenção uma matéria do programa Fantástico, da Rede Globo, onde se anunciava aos quatro ventos que “Paul McCartney está chegando ao Brasil”. Foi um tanto surpreendente assistir à matéria na qual várias vezes a vinda do Beatle à Porto Alegre foi simplesmente ignorada. Não me sinto com o orgulho ferido pelo fato de não levarem em conta o histórico show de Paul acontecido há poucos dias na capital gaúcha, afinal, sabemos que estamos um tanto à parte do restante do país e, principalmente, da imprensa de Rio e São Paulo. Também não acho que se deva erguer uma bandeira separatista, visto que o bairrismo exagerado não pode nunca ser visto como algo saudável e edificante.

O que me impressiona é que ainda consigo ser surpreendido com tais abordagens por parte da grande imprensa. Suponhamos que fosse outro estado, e não o RS. Como é possível simplesmente ignorar uma notícia, um acontecimento? Só posso concluir que ou a matéria veiculada em rede nacional carece de veracidade ou, então, os autores dela faltaram à algumas aulas de geografia.

Dito isto, você não tem a impressão de que somos realmente um “país” à parte dentro do Brasil, mesmo que não seja este o nosso desejo?

Programa impede usuários bebuns de acessar redes sociais

Você deve conhecer a cena:  após tomar aquele goró, o sujeito se acha a pessoa mais interessante e atraente do mundo. Com a “palavra devidamente molhada” tudo está ao alcance. A inibição, a vergonha, o critério… a dignidade –  todos estes filtros –  caem por terra. Dado o contexto, ponha-se o indivíduo em questão em frente a um computador com internet e solte o (como um animal indomável saído da jaula) em meio às redes sociais como Twitter, Facebook, Orkut e afins. Pronto! Agora é só acordar no dia seguinte, contabilizar o prejuízo moral e arrepender-se impiedosamente do porre da noite passada e de todas as asneiras proferidas enquanto estava naquele devaneio etílico sem-vergonha.

Dizem que internet nas mãos de um usuário de pileque ou um chimpanzé de posse de um revólver carregado tem o mesmo poder destrutivo.

Pois para quem interessar possa, este calvário moral que se torna o dia seguinte a uma noite de chalaça pode ser evitado graças a uma nova ferramenta com a finalidade de impedir que usuários de redes sociais, como Facebook, Myspace ou Twitter, escrevam mensagens quando estiverem bêbados, evitando arrependimentos no dia seguinte. Veja só, caro amigo bebum! A tecnologia pode ajudar a salvar a sua dignidade (ao menos a virtual) sempre tão posta à prova em momentos mais alegrinhos! A ferramenta, chamada “teste de sobriedade para redes sociais”, é gratuita para os usuários do navegador Firefox e pede que o usuário se submeta a um teste de coordenação antes de acessar seus sites de redes sociais. Um dos testes pede que se identifique uma série de luzes intermitentes; outra prova exige que se mantenha o cursor do mouse no centro de um círculo em movimento constante. Se o nosso amigo pé-de-cana falhar nos testes, não poderá acessar os sites.

Maravilha, não? É só no mundo virtual. No real ainda se acredita que você tenha a capacidade de manter um mínimo de critérios e dignidade, embora seja improvável em situações extremas.

E Que Tal Abolir Monteiro Lobato das Escolas Públicas?

O interessante de se viver no Brasil é que nossa capacidade de sermos surpreendidos com leis, declarações, medidas e afins estúpidos nunca se esgota. Eis que agora querem proibir a distribuição de um livro de Monteiro Lobato nas escolas públicas! O Conselho Nacional de Educação (CNE) acatou a denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, que alega que o livro “Caçadas de Pedrinho”  – um clássico da literatura infantil – possui conotações racistas na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.

Totalmente fora de contexto, são citados trechos da obra para justificar o pedido, como este: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão”.

Só resta dizer uma coisa: há horas em que bate um grande desânimo.

Atos de censura como este só nos mostram nosso devido lugar, como nação subdesenvolvida intelecutalmente. E quem está sempre presente, atestando a ignorância dos rasos de inteligência? Ela, a mania do “politicamente correto”, aplicada às pampas, sem contextulização, tampouco jogo de cintura. Monteiro Lobato é o pai da literatura infantil genuinamente brasileira. Graças à sua obra, milhares de pessoas (me incluo dentre elas) passaram a nutrir gosto pela leitura ainda na infância. É um ícone da cultura nacional.

No entanto, este ato que o CNE almeja instituir é fruto de algo que corrói e apodrece todo o sistema educacional e cultural brasileiro: ao invés de se colocar técnicos com conhecimento (professores e especialistas da área) para exercer funções tão delicadas e fundamentais, escolhem-se para tais cargos burocratas toscos de inspiração e interpretação dos fatos. O resultado é este: o risco de se abolir do nosso sistema educacional mambembe uma obra do maior representante da literaratura infantil brasileira, Monteiro Lobato.