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Os 50 anos do primeiro disco dos Beatles

Beatles-_-Please-Please-MeHoje é um dia especial na história da música: há 50 anos, em 22 de março de 1963, era lançado “Please Please Me”, primeiro álbum dos Beatles.

Um disco que mudou os rumos musicais e culturais para sempre. Esse pop aí que você curte, o rock , o pop e o rock setentista, oitentista, da década de noventa, do novo século, nossas bandas e artistas preferidos… tudo tomou um novo rumo e se definiu a partir deste álbum.

A música brasileira, rica e irrequieta dos anos 70, só se fez assim graças à banda de Liverpool. O jazz, a MPB, tudo foi influenciado pelo surgimento dos Beatles para o mundo.

As pessoas podem conhecer tardiamente os Beatles. Ok, é perdoável. Imperdoável é não conhecer os Beatles.

Aliás, não gosto sequer de falar dos inúmeros e intermináveis motivos que fazem os Beatles os maiores de todos os tempos – é pequeno tentar defini-los.

“Please Please Me” foi o primeiro de uma carreira de 12 discos de estúdio que a banda lançou ao mercado durante sua carreira, que começou em 1962 e acabou oficialmente em 1970.

O álbum foi o estopim para a inédita beatlemania. Era a época das franjas e dos terninhos, que definiram bem este período do fab four. Nos anos seguintes, John, Paul, George e Ringo mudariam; se tornariam mais marcantes, mais soturnos, mais complexos, mais enigmáticos, mais apaixonantes; bem como a sua música, cada vez mais rica e encantadora.

E tudo teve início com Please Please Me.

Paul McCartney de volta ao Brasil, em 2013

paul-mccartney-sp_f_001Paul McCartney pode voltar ao Brasil neste ano, mais precisamente entre o final de abril e o início de maio.

Apresentando a turnê On The Run, são fortes os indícios de que um show ocorra em Fortaleza, segundo informações divulgadas pelo secretário Especial da Copa no Ceará, Ferruccio Feitosa, neste final de semana. As negociações avançaram quando a produtora de Paul questionou se a Arena Castelão estaria pronta para receber o espetáculo.

Mais shows no país são especulados. Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte seriam os destinos de McCartney em mais esta vinda ao Brasil.

Em Porto Alegre, Paul McCartney passou em novembro de 2010, presenteando-nos com um dos maiores shows que já pudemos assistir.

Será que vamos ficar só na vontade agora? Show com Paul McCartney é garantia de espetáculo lotado, de ingressos esgotados com antecedência. Nenhuma produtora irá se interessar, quem sabe? Um tanto frustrante pra um estado que se vangloria de fazer parte da rota oficial dos grandes shows internacionais.

 

Bastidores, câmera online 24hs… Preciosidades em torno da clássica imagem dos Beatles em Abbey Road

Nestes dias em que tanto se fala em Londres, nada mais adequado do que celebrar o dia de hoje, 08 de agosto. Foi nesta mesma data, em 1969, que o fotógrafo Iain Macmillan produziu uma das imagens mais célebres e conhecidas de todos os tempos: os Beatles atravessando a faixa de segurança de Abbey Road, em frente ao lendário estúdio de gravações de mesmo nome.

Este ícone da cultura pop, além de ser a capa do álbum Abbey Road, proliferou-se mundo afora, ilustrando quadros, camisetas, livros, anúncios, pinturas, bótons, tal qual a famosa imagem de Che Guevara.

Antes da sessão de fotos, Paul McCartney havia esboçado algumas idéias para a capa e mostrado para Iain Macmillan, um fotógrafo freelance, amigo de John Lennon e Yoko Ono.

Hoje, graças à internet, circulam livremente as demais fotografias tiradas por Macmillan e que não foram aproveitadas como definitivas – maravilhosas pérolas da cultura pop!

Outro primor que só pode ser possibilitado pela internet é uma câmera localizada no próprio estúdio e que filma a famosa faixa e toda a movimentação sobre ela 24 horas por dia, ao vivo. Está no link abaixo, no site do estúdio.

Abbey Road Crossing Webcam

Enfim, preciosidades que só encantam mais e mais todo o entorno de uma das imagens mais famosas de todos os tempos, envolvendo a maior de todas as bandas.

Paul McCartney – 70 anos (ao vivo no estádio Azteca)

E já que o dia é de falar em Paul McCartney, disponibilizo abaixo links de alguns vídeos do recente show que ele fez no Estádio Azteca, no México (maio de 2012).

Os vídeos são em HD e vale se emocionar e se arrepiar com a emoção do público de mais de 70 mil pessoas e do próprio Paul, que do alto de seus 70 anos, continua apresentando, mundo afora, um dos melhores espetáculos musicais que alguém pode assistir e, assim, segue mudando a vida destas mesmas pessoas para sempre.

Os 70 anos de Paul

Hoje é aniversário de Paul McCartney, o maior artista vivo da música pop, um dos mais influentes e importantes músicos de todos os tempos, uma das personalidades mais conhecidas e relevantes de toda a história.

Não se discute genialidade e os Beatles eram a união de personalidades geniais e distintas; nada os supera ou a eles se compara. Porém, na hora de se fazer aquela pergunta clássica – “qual o seu Beatle predileto?” – sou taxativo: Paul McCartney.

Primeiro, por sua música, claro. Fora dos Beatles, acho a obra dele igualmente genial e fundamental. Não há muito o que se dizer quando se está diante da produção de uma entidade tão importante, toda análise fica um tanto tola. Simplesmente, ele é gênio.

Segundo, simpatizo com seu comportamento e sua personalidade. Me agrada o fato dele se mostrar afável, gentil, mas ferrenho e forte na defesa de suas idéias, desde a banda de Liverpool.

Em 2010 tive a grande realização do sonho de vê-lo num show ao vivo; é incrível como até hoje isso parece algo grandioso demais para ser verdade. Inveja daqueles que vivem no hemisfério norte e que podem assisti-lo quando bem entendem.

Há algum tempo, também escrevi um texto no qual falava sobre um polêmico e absurdo desconhecimento sobre quem era Paul McCartney, que rolou durante a entrega do Grammy.

Enfim, Paul McCartney é até nome de categoria em meu blog. Jamais quis dedicar este espaço a apenas um artista – até porque idolatro alguns outros igualmente – porém, acho que Paul sempre será uma categoria de assunto, inclusive em produtivas rodas de conversas entre pessoas.

Sua obra, seu legado, sua incrível influência na nossa cultura e na música que ouvimos (e que pode parecer  não ter nada a ver com o baixista), sua poesia, sua sofisticação e sensibilidade melódica são motivos para inúmeras e maravilhosas análises por parte daqueles que querem conhecer mais sobre a arte que se torna relevante, que não é modismo e que irá perdurar para sempre.

É um artista genuinamente pop, em toda a essência. Possui a sensibilidade de absorver e transmitir influências tão diversas que somente um gênio pop pode ter a capacidade de fazer.

Aliás, você quer saber o motivo de ser tão difícil, tolo e em vão querer explicar, entender e escrever sobre ele?  Porque sua obra é eterna, atemporal. Ela é parte da vida de uma infinidade de pessoas, mesmo que indiretamente. Nada pode ser maior do que isto.

O melhor é ouvir e admirar a sua obra.

Reverências mil a Paul McCartney.

Há um ano, víamos Paul McCartney

Não há como não mencionar que hoje faz exatamente um ano que Paul McCartney fez show em Porto Alegre. O 7 de novembro de 2010 ficará marcado como um dia histórico… na verdade, todo aquele período em que o beatle esteve aqui pelo Brasil.

Ele nos “quebrou” com seu carisma e sua simplicidade, que de tão surpreendentes e cativantes o elevam ainda mais ao status de gênio fundamental da história da música.

Saudade daqueles dias em que se respirava Paul McCartney. Dias em que um encantamento e uma emoção sem igual tomou conta de todos os ares…

“Magical Mystery Tour” – Paul McCartney

 

 

O Show de Paul McCartney

O palco e o telão gigantescos da Up and Coming Tour

Não há como querer reproduzir num texto tudo o que se passou na noite do último domingo, dia 07/11, em Porto Alegre, mais exatamente no estádio Beira-Rio. O show de Paul McCartney foi tão mágico que qualquer raciocínio lógico fica meramente ridículo para tentar explicar a grandeza do espetáculo.

Já é sabido que Paul simplesmente arrebatou a platéia com sua simpatia e carisma. A sua simplicidade só faz aumentar a aura de divindade que o cerca. Quando entrou no palco, ouviu gritos e aplausos efusivos, e se viu um tanto impressionado com a intensidade do público. Após alguns instantes iniciou o show com “Venus and Mars” – música que fala da ansiedade de um fã, sentado nas arquibancadas esperando o grande show de rock começar. A partir daí, canções que estão no imaginário coletivo mundial se enfileiraram durante as 3 horas de apresentação.

O que chama a atenção é a dedicação de Paul em proporcionar-nos um grande espetáculo.  O comentário entre o público foi que ele falou mais em português do que em inglês. Sem contar as gírias gaúchas que ele proferiu. Sir Paul McCartney dizendo “mas bah, tchê” já entrou para a história e o imaginário coletivo gaúcho.

Alguns momentos foram por demais especiais. “Drive My Car” pôs todo mundo pra dançar e cantar, e ali estava decretada a catarse. Paul tocou algumas canções ao piano e após apresentou um set de canções ao violão, sem a banda. Momento espantoso: somente ele ao violão e mais de 50 mil pessoas, em completa comoção. “Here Today“, homenagem a John Lennon, foi um momento para se guardar. Ele sozinho fez calar um estádio lotado, ao som da comovente canção. Não havia como não chorar. “Something”, (“para o meu amigo George”) não foi menos emocionante.

Depois, o que se seguiu foi uma festa roqueira sem igual: “Dance Tonight” – com direito à dança inusitada do baterista Abe Laboriel Jr. –  seguida da alto astral “Mrs Vandebilt”. Outro momento arrepiante foi quando tocou “A Day in the Life” emendando com “Give Peace a Chance”. Mágico todo o estádio cantando! E é preciso dizer que as mais de 50 mil vozes cantando ao final de “Hey Jude” sob a regência de Paul McCartney, apenas com o acompanhamento da bateria, foi um momento daqueles que irá ficar perpetuado nos ares e no concreto deste estádio para sempre. Aqueles ecos nunca irão se desfazer. Toda vez que se for ao estádio, eles estarão lá, ainda ressoando.

Hoje já sinto saudade desse grande dia, embora ainda nem tenha processado emocionalmente tudo o que  aconteceu. Mas com o passar do tempo, será uma saudade boa, de ter estado num show mágico de uma entidade, do maior gênio vivo da música mundial. A disposição, o carisma, a simpatia, o esforço em querer ganhar o público, a simplicidade, tudo isso só faz aumentar a aura de divindade que circunda Paul McCartney.

Gostaria que aquele “até a próxima” que Paul proferiu em bom português, ao final do show, acontecesse de fato.