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Nova música do Pink Floyd na íntegra

Muito tem se falado do novo e derradeiro álbum que o Pink Floyd irá lançar em breve (eu também já dei minha opinião não muito empolgada sobre o disco), ao mesmo tempo em que trechos de canções de The Endless River vêm sendo soltas para que os fãs tenham uma prévia.

Aqui posto “Louder Than Words”, única faixa a ser divulgada na íntegra até agora e uma das poucas que possuem letra.

Confesso que esperava um pouco mais, me parece que a faixa poderia simplesmente fazer parte de um disco solo de David Gilmour com uma participação de Nick Mason, quem sabe, apesar do ar Floydiano que um solo do genial guitarrista sempre ajuda a construir.

 

Ouça “Louder Than Words”

 

 

Novo disco do Pink Floyd, em outubro

Mason, Gilmour e Wright, em 1994.

Mason, Gilmour e Wright, em 1994.

Uma notícia não oficial, mas vinda da melhor das fontes passou a agitar os corações de todos nós, fãs do Pink Floyd, neste final de semana: Polly Samson, esposa de David Gilmour, divulgou em seu twitter que, em outubro será lançado um novo álbum da banda inglesa, intitulado The Endless River.

O projeto nasceu paralelamente às sessões de The Division Bell – portanto, não são sobras de estúdio – e consistia basicamente em um conjunto de faixas instrumentais, que agora ganharam letras.

O anúncio oficial deverá acontecer em breve e será mais uma das grandes iniciativas para celebrar os 20 anos do lançamento de Division…

Mesmo que seja um tanto utópico, bem que poderiam chamar Roger Waters para, ao menos, participar deste que será, definitivamente, o último álbum oficial do Pink Floyd, não acham?

Essa é a mensagem que Polly Samson publicou em seu perfil no twitter:

 

E aqui uma foto publicada em maio por Durga McBroom, backing vocal do Pink Floyd e de David Gilmour há vários anos, que definitivamente confirmou todos os rumores em sua página no Facebook. Aliás, recomendo uma visita ao perfil da cantora, que costuma divulgar várias fotos dos tempos em que trabalhou com o grupo.

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Pink Floyd lança vídeo e box nos 20 anos de The Division Bell

51E1fojNZ0LO Pink Floyd irá lançar um box em comemoração aos vinte anos de seu último álbum de estúdio, The Division Bell – em 1994 a banda estava em sua terceira e derradeira formação, com David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason.

A caixa contará com seis discos, sendo três réplicas de vinil colorido ou transparente, 5 impressões litográficas para colecionadores, um disco em Blu-ray e pela primeira vez, uma mixagem em áudio 5.1 de Division… feita por Andy Jackson.

O box completo será lançado dia 30 de junho.

Além disso, através de seu site oficial, a banda publicou um vídeo para a canção “Marooned”, uma faixa instrumental daquele mesmo álbum, dirigido por Audrey Powell.

Essa música é daquelas nas quais podemos nos emocionar facilmente com a guitarra de David Gilmour. Também é uma daquelas obras, nas quais ao som da primeira nota sabe-se que é ele o guitarrista.

Em breve, farei um post falando mais sobre o disco.

Dia Mundial do Rock: uma grande canção, uma ótima história

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Dia Mundial do Rock: nada melhor que uma grande música acompanhada de uma boa história para celebrar o dia. Por acaso, é uma das minhas preferidas da minha banda predileta: “Have a Cigar”, do Pink Floyd.

A canção está presente no álbum Wish You Were Here, lançado em 1975 e foi escrita por Roger Waters.

Enquanto o álbum todo fala do distanciamento espiritual de pessoas que continuam juntas mas não mais como outrora – reflexo do momento que a banda vivia – e também lamenta a ausência e homenageia o fundador agora doente, Syd Barret, as músicas “Welcome to the Machine” e “Have a Cigar” são críticas bastante ferozes à indústria musical e ao modo como funcionam grandes corporações que somente visam o lucro em detrimento de quem quer que seja.

Curiosamente, “Have a Cigar” é uma rara canção que não foi cantada por nenhum membro do Pink Floyd. Durante as gravações, David Gilmour recusou-se a cantá-la por não se sentir completamente identificado com o tema. Waters, o autor, penava para conseguir gravá-la. Enquanto isso, em outra sala do estúdio Abbey Road, o cantor Roy Harper trabalhava em seu álbum HQ.

Segundo Waters, “Roy ficava entrando e saindo do estúdio o tempo todo. Não consigo me lembrar quem foi que sugeriu que ele devia  cantá-la – talvez tenha sido eu, talvez na esperança de que todos dissessem ‘oh, Roger, você deve fazê-lo’. Mas eles não disseram. Na verdade, todos acharam uma excelente ideia.”

Embora nos tenhamos acostumado a ver Roger Waters interpretando “Have a Cigar” em performances ao vivo, no álbum quem a cantou foi mesmo Roy Harper.

Roger Waters nunca engoliu muito bem o fato. Na verdade, já era o resultado de um clima pesado que rolava entre os integrantes. O próprio Waters disse em entrevistas nos anos seguintes que sentia que o restante da banda fizera questão de passar a impressão de que ele não cantava bem o suficiente, que era o músico menos capaz, que os demais eram melhores.

Imagine uma questão tão sensível sendo vivenciada logo após a estrondosa decolagem que a banda teve com o fenômeno The Dark Side of the Moon, álbum que elevou o Pink Floyd ao patamar dos maiores de todos os tempos, mas que também trouxe à tona todas as dificuldades de relacionamento que estavam quietas, embaixo de um belo tapete em uma sala de chá tipicamente inglesa!

Fonte: Nos Bastidores do Pink Floyd, de Mark Blake.

Das músicas que nos fazem bem – Pink Floyd

“Lost for Words” é minha canção preferida do álbum The Division Bell, do Pink Floyd. Ela retoma a lembrança dos melhores períodos da banda – é Floyd até os ossos.

Lançado em 1994, o disco tem um tema central, ligado à comunicação e à falta dela. É uma questão da vida, presente em todos nós, algo comum a todos os humanos… sim, o Pink Floyd sem Roger Waters volta a lidar com as inquietações e as neuras cotidianas, minhas, suas e deles próprios.

Penúltima música do disco, “Lost for Words” – escrita por David Gilmour e sua mulher, Polly Samson, tem um instrumental lindo demais, típico da musicalidade total de Gilmour. E tem uma grande letra, fala de coisas mal resolvidas, de rancor, de passar dias escuros e, enfim, de se dar conta de certas coisas. Abre a reflexão para inúmeros caminhos.

Há o violão inspirado de Gilmour, o melhor som de bateria já conseguido pela banda e por Nick Mason num álbum do Floyd, os sensíveis teclados de Richard Wright e Jon Carin, além do perfeito baixo fretless de Guy Pratt. E os famigerados sons exteriores tão presentes em músicas do Pink Floyd.

Uma canção sublime.

Morre Storm Thorgerson, o Pink Floyd que não era músico

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Storm Thorgerson

Storm Thorgerson, o artista gráfico que era considerado um membro do Pink Floyd, faleceu ontem em decorrência de um câncer.

Storm, que tinha 69 anos, era um amigo de juventude dos membros da banda e passou a vida dando cara às diversas fases e álbuns do Floyd. A sua importância, bem como a relevância que seu trabalho tinha diante do grupo fica muito claro no livro “Nos Bastidores do Pink Floyd”, considerada a biografia definitiva.

Embora seja um verdadeiro ícone por seu trabalho junto ao Pink Floyd, Thorgerson contribuiu com a arte de inúmeros outros artistas: Led Zeppelin, Genesis, Peter Gabriel, Dream Theater, Muse, Audioslave, Yes, etc.

No Pink Floyd era uma peça primordial. Ajudou a criar a identidade inconfundível dos momentos pelos quais a banda passou. Algumas das artes que fez ficaram tão conhecidas quanto os próprios álbuns.

Alguns de seus trabalhos, segundo ele próprio, dependeram de atos de pura loucura. Em 1977 – para a capa de Animals – nos ares sobre a usina de Battersea, em Londres, foi posto a voar o famoso porco, que veio a se soltar e tornou-se uma momentânea ameaça aos aviões que chegavam e partiam de Heatrow.

Uma destas maiores loucuras foi protagonizada para a enigmática fotografia da capa de A Momentary Lapse of Reason (1987), quando reuniu dezenas e dezenas de camas na areia de uma praia.

Mas, sem dúvidas, a capa mais famosa de Thorgerson é a imagem inconfundível do prisma de The Dark Side of the Moon.

A seguir, as capas que Storm Thorgerson fez para o Pink Floyd:

A Saucerful of Secrets (1968)

Ummagumma (1969)

Atom Heart Mother (1970)

The Dark Side of the Moon (1973)

Wisho You Were Here (1975)

Animals (1977)

A Momentary Lapse of Reason (1987)

Delicate Sound of Thunder (1988)

Shine On(1992)

The Division Bell (1994)

Pulse (1995)

Relics (1996)

Is There Anibody Out There (The Wall Live, 1980/81) (2000)

Echoes: The Best of Pink Floyd (2001)

 

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The Dark Side of the Moon

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Atom Heart Mother

Ummagumma

Ummagumma

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Animals

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A Momentary Lapse of Reason

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The Division Bell

Pulse

Pulse

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Wish You Were Here

Pink Floyd promove ação junto aos fãs, em comemoração aos 40 anos de Dark Side

pink-floyd-close-up-in-black-and-whiteO Pink Floyd se notabilizou por, de tempos em tempos, fazer grandes e inusitadas ações, fosse por motivo de algum disco novo, show ou coisas do tipo. Recentemente, ao lançar todo seu catálogo remasterizado (numa caixa chamada “Why Pink Floyd?”), a banda britânica promoveu a reedição do voo do famoso porco da capa do disco “Animals” sobre a usina termelétrica de Battersea, em Londres.

Agora, em comemoração aos 40 anos do lançamento de “The Dark Side of the Moon”, acontecido em 24 de março de 1973, o Floyd preparou mais uma grande ação: uma ferramenta interativa que entra em funcionamento a partir da 0h01 deste domingo, irá escurecer a lua no site da banda, à medida que fãs tuitarem suas fotos, relatos e comentários usando a hashtag #DarkSide40.

O Pink Floyd vai escurecer a lua com ajuda dos seus fãs.

“The Dark Side of the Moon” é um dos maiores discos de todos os tempos. Um obra-prima nascida da plenitude criativa de uma banda cheia de personalidades diferentes, e que desta maneira fez o Pink Floyd ser tão grande e adorado.