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Mike and the Mechanics ao vivo

O final de semana me brindou com ótima música, um show de primeira, pop de qualidade: uma apresentação ao vivo do Mike and the Mechanics passando no canal Bis. Valeu a semana.

A banda de Mike Rutherford – que nasceu como projeto paralelo ao Genesis, mas que acabou se tornando um expoente consistente de seu trabalho e que já tem lá quase 30 anos de carreira – é garantia de música pop bem tocada, bem expressada, com uma leveza não insossa e nenhuma possível chatice prepotente.

Rutherford é um lord. O cara é o dono do pedaço sem forçar a barra nem um pouco, é humilde, deixando a maioria dos solos para seu guitarrista, Anthony Drennan. Luke Juby se reveza entre os teclados e o baixo, que por vezes também é empunhado, claro, pelo próprio Mike Rutherford. Nas vozes, Tim Howar e Andrew Roachford.

Minha surpresa ficou por conta de saber quem é o baterista: ninguém menos que Gary Wallis. Quem assistiu os vídeos das últimas turnês do Pink Floyd (The Delicate Sound of Thunder e Pulse) irá se lembrar. Gary é o performático percussionista, que conferiu toda uma nova estética visual ao grupo inglês. Naquela fase pós-Waters, foi um dos três jovens músicos que deram outro ar à banda, ao lado do tecladista Jon Carin e do baixista Guy Pratt.

Gary Wallis é de uma classe, de uma categoria que muito me agrada. Daqueles músicos com os quais seria um prazer imenso tocar.

Mas o que vale é a banda toda, soando barbaramente. Grande trabalho de Mike Rutherford.

 

Abaixo um vídeo da minha canção preferida de Mike and the Mechanics, “Another Cup of Coffee” ainda com Paul Carrack nos vocais.

 

Divulgado line-up do Lollapalooza Argentina 2014

Acaba de ser divulgado o line-up do primeiro Lollapalooza Argentina, que acontecerá em 1º e 2 de abril de 2014, no Hipódromo de San Hisidro, em Buenos Aires.

Estas são algumas das atrações: Red Hot Chili Peppers, Arcade Fire, Soundgarden, Nine Inch Nails, Pixies, Phoenix, Julian Casablancas, Vampire Weekend, Imagine Dragons, New Order, Axwell, Ellie Goulding, Kid Cudi, Illya Kuryaki and The Valderramas, Johnny Marr.

Nos próximos dias, mais detalhes serão noticiados. Porém, já é possível pensar numa ida ao país vizinho, tendo em vista grandes atrações, como RHCP, Arcade Fire, NIN e New Order.

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John Mayer ao vivo e sua verdade

2013-global-citizen-festival-concertSe não pude ver a transmissão do show de John Mayer no Rock in Rio, alguma coisa conspirou a meu favor para que eu o visse em ação, totalmente ao vivo, tocando no festival Global Citizen, NY, no último sábado. O evento, realizado no Central Park e transmitido pelo canal Multishow, teve também outras atrações, como Janelle Monáe e Alicia Keys.

É muito bom poder ver esse tipo de transmissão, por ela ser a captação honesta do artista, sem edições, melhores tomadas e correções que um DVD ao vivo permite. É andar sob a corda bamba sem proteção alguma.

Não me surpreendi com o show de John Mayer, porque já conheço a performance dele, que é um dos melhores músicos surgidos no pop no novo século. Se nos álbuns Mayer muitas vezes anda no limite de sua musicalidade em prol do pop radiofônico, ao vivo, ele mostra a verdade de sua essência.

E essa verdade diz que ele é, sobretudo, um músico. Os solos de guitarra são generosos, com improvisos inspirados rolando em quase todas as canções – mas nada de solos intermináveis e chatos. Nota-se que ele e sua banda deixam coisas para resolver em cima do palco, como os compassos a mais ou a menos da parte final das músicas. Ou seja, abrem espaço para a música se construir também na hora, coibindo arranjos engessados.

Mesmo que John Mayer não interaja com a platéia, ele se mostra totalmente afim. A banda que está com ele nesta turnê do novo disco é bem diferente daquela que vinha tocando com ele em outros anos. A formação tem uma linguagem mais adequada ao country – fio condutor dos novos ares musicais e de vida que John Mayer agora respira, em seu rancho em Paradise Valley, Montana.

Foi um belo espetáculo para curtir no anoitecer de sábado. 

 

 

Primeiro fim de semana de Rock in Rio e as surpresas do Palco Sunset

Embora leve o rock no nome, o Rock in Rio é, sobretudo, um festival de música como tantos outros que acontecem pelo mundo – o que é consolidado com um line up de predominância do pop, como foi esse do primeiro final de semana.

Sequer irei entrar no mérito de analisar shows com maiores detalhes – ao final de tudo, daqui uma semana, se faz um balanço geral. Mas não há como não falar de alguns dos que mais chamaram a atenção.

Os shows do Palco Mundo mostraram aquilo que eu já esperava: os grandes nomes do pop Beyoncé, Alicia Keys, Justin Timberlake, todos apresentaram shows perfeitos, em termos de cenografia e música. Aliás, Alicia Keys traz uma leveza e um refinamento muito bem vindos ao pop e R&B que ela apresenta, sem contar que é uma grande cantora.

Nessa linha de astros do pop internacional, a minha grande surpresa ficou por conta da Jessie J. Embora eu não conhecesse o trabalho dela, gostei das suas músicas e de sua performance, cheia de carisma.

O Muse (tocou na noite de sábado), fez um show bem barulhento, pegado, condizente com sua formação de power trio.

Dos brasileiros que tocaram no palco principal, acho que o Capital Inicial fez o melhor show. E claro, não há como não falar da papagaiada que foi a homenagem a Raul Seixas, promovida pelo Detonautas, com uma pequena participação de Zélia Duncan e Zeca Baleiro. Muita bagunça, muita pretensão, muita gente no palco, nada para se lembrar.

O Palco Sunset, justamente por ter um perfil mais flexível, é o que apresenta mais artistas diferentes, menos conhecidos por aqui e, consequentemente, surpreende de modo positivo em vários shows.

Logo na abertura, sexta-feira, o grupo português de hip hop instrumental Orelha Negra foi uma atração bacana, e gostei muito da participação da Jesuton no show do Vintage Trouble.

Ontem houve, também no Sunset, o encontro entre dois caras com muita história: Ivan Lins e George Benson – grande guitarrista de jazz que manifestou toda a sua admiração por Lins. George apresentou suas canções pop conhecidas e improvisou muito, até demais, tornando o show cansativo e desvirtuado.

A apresentação que mais me surpreendeu, justamente por eu não conhecer, foi a do grupo The Black Mamba com participação da cantora Áurea – artistas portugueses que fizeram um baita show, baseado na sonoridade funk e soul. Grandes músicos no palco, e ela uma ótima cantora.

Com o passar dos dias, mais pensamentos virão sobre o Rock in Rio. E ainda que muitos sintam falta de mais rock e que alguns shows fiquem aquém do nível esperado, digo que é muito bom ter alguns dias de muita música, com artistas que não estão ligados às nossas pragas sonoras que poluem o resto dos dias do ano.

Aurea e The Black Mamba

Aurea e The Black Mamba

Rock in Rio começando e o aperto dos artistas brasileiros

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Bruce Springsteen

Amanhã começa o Rock in Rio 2013, tendo como headliner da primeira noite a estrela pop Beyoncé. O festival segue a linha da edição anterior, tendo no casting artistas do pop internacional, alguns representantes do rock mais pesado, um ou outro nome imperdível, vários que não causam maiores interesses e, claro, os brasileiros se virando num aperto danado.

Meus preferidos, já antecipo: Bruce Springsteen e John Mayer, ambos no dia 21, no segundo final de semana. Mas claro, em meio a tanta informação musical, haverá espaço para as gratas surpresas de última hora, as conhecidas consagrações e as decepções que sempre rolam.

Consagração… lembro-me do show mais sensacional do último Rock in Rio (2011): Stevie Wonder. Já se esperava um bom espetáculo naquela noite, dedicada à música black. Mas o cara simplesmente arrebentou.

O que sempre me surpreende – e que desta vez não será diferente – é a capacidade de transformar os shows dos artistas nacionais em ajuntamentos típicos daquelas festas de aniversário em que um sobe no palco para cantar, depois outro, e mais outro já um tanto trôpego, e tudo vira uma bagunça sem eira nem beira.

No Rock in Rio 2011, uma das apresentações reunia Ed Motta e Andreas Kisser tocando clássicos do rock. Tirem suas próprias conclusões.

Pra não fugir ao costume, essa edição também promete. Veja algumas junções: Orquestra Imperial e Jovanotti (artista italiano), Gogol Bordello e Lenine (o grande Lenine com a bagaça cigana, no mínimo curioso). Maria Rita com a belga Selah Sue (simpatizo com as duas e me interessa vê-las juntas no palco, mesmo que elas ainda não se conheçam pessoalmente, segundo Selah). Este aqui me preocupa: Viva Raul Seixas, com Detonautas, Zélia Duncan e Zeca Baleiro. Zélia e Baleiro ainda combinam, mas o Detonautas e sua famigerada pretensão – bagunça na certa (sem contar que, quando parece que a coisa aperta, adoram fazer lá um Viva Raul, um Salve Cazuza, um Renato Russo é o Cara).

Eu simplesmente não entendo porque há essa necessidade de misturar artistas que muitas vezes mal têm alguma afinidade. Dá aquela sensação de apresentação sem ensaio ou uma disputa entre calouros e seus egos cantando ao mesmo tempo.

Claro que nenhum show desses está livre de ser bom, porém, a chance maior é de uma bagunça organizada. Vale assistir pra ver no que vai dar, desde que no conforto do lar.

Os artistas brasileiros geralmente passam apertos nestes festivais. A proporção da importância dada a eles pela organização e pelas atrações principais é mais ou menos a mesma que se dispensa a uma banda cover iniciante quando vai abrir um show de alguma atração brasileira mais conhecida.

O melhor a fazer é seguir o que Cássia Eller fez em 2001, no auge de sua carreira, e que está registrado num DVD lançado postumamente: ela e sua banda simplesmente baixaram a lenha, deitaram o sarrafo num show histórico do Rock in Rio, enquanto que ao fundo, via-se roadies trabalhando a pleno vapor, preparando o palco para as atrações internacionais daquela noite (uma das bandas era o Foo Fighters). Cássia e banda deram de ombros, mataram no peito, chutaram no ângulo e correram pro abraço.

Aliás, saudade da Cássia Eller num evento desses.  Cantando Chico Buarque, Riachão, Cazuza, Nando Reis e Edith Piaf, ela foi nossa última roqueira (sem distinção de gênero).

Bom, a partir de amanhã então, assunto não faltará para quem se liga em música, especialmente no mais famoso festival brasileiro.

Espero pelos bons shows e, quem sabe, gratas surpresas.

Frejat e a tal felicidade em Lajeado

maior_frejatO cantor Frejat está fazendo uma turnê pelo interior do estado do RS e no último sábado pude assisti-lo apresentando seu espetáculo “Essa Tal Felicidade” em Lajeado.

Tive minhas expectativas totalmente superadas com o belíssimo show que o líder do Barão Vermelho nos apresentou (aliás, acho o Barão uma das bandas de rock mais genuinamente brasileiras, se não a mais).

Frejat avisa no início do show que o nome da turnê não é em vão. A tal felicidade, para ele, é tocar não só seus incontáveis hits, mas promover uma grande festa ao som de grandes canções de seus ídolos.

A primeira música já vem para dizer isso: “Palco”, de Gilberto Gil. E ao longo do show ele emenda Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Tim Maia, Gonzaguinha, Cláudio Zoli, Cassiano, Lulu Santos, Renato Russo.

Aliás, novas gerações de rockeiros brasileiros, tomem nota da lição: bebam na nossa fonte, bebam da fonte da qual bebeu Roberto Frejat. Ele reverenciou ícones da MPB, sem jamais perder a veia e a sonoridade rock n’ roll que marcam a sua música.

Sucessos de sua carreira solo, bem como alguns inevitáveis hits do Barão Vermelho completaram uma noite de festa e de astral ótimos no clube Tiro e Caça, em Lajeado.

Aliás, o ótimo astral geral tinha no palco o seu maior motivo. Além de um set list favorável, Frejat é extremamente carismático. Ele se mostra afim, toca e canta muito bem e, principalmente, é muito generoso com os músicos de sua banda, que conseguem mostrar sua personalidade ao longo do show, mesmo acompanhando uma estrela maior.

Destaque para o grande tecladista, integrante do Barão e parceiro em composições de Frejat e Cazuza, Maurício Barros, que chama a atenção pela sua atitude de palco, principalmente por usar uma estante móvel, com rodinhas embaixo de um de seus teclados, o que proporciona que ele se movimente pelo palco. Outro músico que rouba a cena é o guitarrista Billy Brandão. Vestido num impecável terno (bem como a banda toda), com um chapéu que lhe confere um ar de gângster americano da década de 30, chama a atenção não só por seus inusitados passos de dança mas por ser um grande guitarrista. O solo de “Malandragem” foi simplesmente um estrondo. A banda é completada pelo baterista Marcelinho da Costa e pelo baixista Bruno Migliari (“diretamente do The Voice – chiquérrimo!”, como o apresentou o próprio Frejat).

A impressão que tenho é que todas as pessoas saíram de lá leves, serenas, realizadas pela noite agradabilíssima que essa lenda do rock nacional nos proporcionou. Recomendo demais o show de Frejat para quem tiver a chance de assisti-lo.

Ele nos mostrou o verdadeiro rock brasileiro; aquele que é um híbrido de sonoridade poderosa mas balançada, suingada, tendo nosso cotidiano e a música brasileira como influência.

Elton John em Porto Alegre: o relato de quem assistiu

Terça-feira, dia 05 de março de 2013, o cantor pop Sir Elton John apresentou-se em Porto Alegre. Quem foi diz ter ficado maravilhado com o espetáculo repleto de hits da melhor fase do cantor britânico. 

Abaixo, segue um belo relato de Tiago Segabinazzi, que esteve no show e nos conta, com riqueza de detalhes, como foi a viagem junto do Rocket Man.

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Elton John – o Homem-Foguete está decolando

Fico imaginando o que passa na cabeça de um músico quando prepara o setlist de um show que comemora a história de sua carreira. Onde deixar o grande hit? Aquele grande sucesso que animaria o público desde as primeiras notas e que une os fãs conhecedores de toda a carreira do artista com os turistas que apenas foram lá ver uma celebridade em turnê pela sua cidade. Qual é o lugar certo no repertório para colocar o trunfo da noite?

Seria no começo, para elevar a plateia ao êxtase extremo e esperar que as canções seguintes sigam embaladas pelo vácuo deixado? No meio, para equilibrar melhor o auge musical com todos os momentos do show?  Ou no fim, para que todos fiquem esperando ansiosamente pelo baita som da noite?

Sempre procuro a saída para essa equação em shows de grandes músicos e a melhor resposta que tive até agora foi de Elton John, na turnê 40th Anniversary of the Rocket Man: ter uma carreira com muitos hits e fazer um show só com eles. Em sua primeira passagem por Porto Alegre, o Homem-Foguete tocou clássicos memoráveis como Your Song, Crocodile Rock, Goodbye Yellow Brick Road, Candle in the Wind e ainda pôde se dar ao luxo de deixar de fora a aclamada Sacrifice. Uma escolha justificada pelo próprio repertório.

Após meia hora de blues do talentoso pianista gaúcho Luciano Leães, a penumbra tomou conta do palco no Estádio Passo d’Areia. Ansioso, o público esperava disciplina britânica para começar o show. Passaram-se “imperdoáveis” dez minutos do horário anunciado até o silêncio ser quebrado por algumas notas de guitarra. Em seguida a introdução da já esperada Bitch is Back. O riff que animou a plateia foi a deixa para surgir o Cavaleiro da Ordem do Império Britânico. De óculos azuis e vestindo um sobretudo brilhante, Elton John caminhou por toda extensão do palco para acenar aos fãs. Sentou-se ao piano quase no último instante possível e, de bate-pronto, se pôs a cantar. Uma visão emblemática da energia que o astro de quase 66 anos (faz aniversário no dia 25 de março) esbanjaria durante duas horas e vinte minutos de espetáculo.

A sequência inicial é espantosa. Poucos segundos depois da primeira música, vem a qualificada Bennie and the Jets, que para mim é o símbolo do patamar musical em que está inserido Elton John. A espirituosa Grey Seal chamou o público a cantar. O coro só aumentou com as próximas duas canções-história: Levon e Tiny Dancer. Com autoridade veio então a poderosa Believe.

Esta última manteve o clima, e sua letra serviu de gancho para encaixar a primeira balada da noite que foi aperitivo para os casais: Mona Lisa and the Mad Hatters. Mas a plateia logo voltou a se agitar com a dançante Philadelphia Freedom.

Um dos pontos mais grandiosos da noite, o próximo momento começou calmo, mas cheio de história: Candle in the Wind, a música feita originalmente para Marilyn Monroe e que mais tarde foi dedicada à Princesa Diana após seu falecimento. Na sequência, a música homônima do álbum de 1973 que mais cedeu canções ao show: Goodbye Yellow Brick Road. Chegou então, o hit que dá nome à turnê, Rocket Man. A letra diz “And I think it’s gonna be a long, long, time”. Mas até aquela hora não. Já era metade do show e a sensação era de que recém havia começado, e ao mesmo tempo a certeza de que tudo aquilo foi o bastante para o ingresso valer a pena.

Contrastando com as canções que fizeram Elton John decolar com sua carreira, a ótima Hey Ahab faz parte de seu último álbum, em parceria com Leon Russel, em 2010. I Guess That’s Why They Call It The Blues foi a pausa para tomar fôlego antes de Funeral for a Friend, já tradicionalmente grudada com Loves Lies Bleeding, totalizando onze minutos de música. Esbanjando fôlego, o hitman não demorou nem 15 segundos para se recuperar, iniciar Honky Cat e emendar com a não menos energética Sad Songs.

O repertório de até então revelou uma soberba apresentação da banda. Se destacam o virtuoso guitarrista Davey Johnstone – que foi aplaudido de pé ao final do show – e o baterista Nigel Olsson, com um estilo curiosamente contrário ao que se diz de discreto. A batida simplória e ao mesmo tempo profunda foi protagonista na performance do grupo, que tem méritos determinantes em garantir o quilate de todo show.

A canção Daniel denunciou que o próximo bloco seria dos casais. As baladas seguintes, Sorry Seems to be the Hardest Word, The One, Skyline Pigeons e Don’t Let the Sun go Down on Me seguraram um pouco a empolgação da plateia, mas manteve a qualidade necessária para receber o devido reconhecimento, mesmo que apenas com palmas.

A parte final da noite ganhou novo fôlego com I’m Still Standing, que preparou o momento de maior interação do público com Elton John. Na música Crocodile Rock subiram cartazes de “lá-láláláláláááá” imitando o refrão da música. A contagiante Saturday Night’s Alright (For Fighting) encerraria o show com agitação, mas todos já esperavam pelo bis. Tratava-se de Your Song. Antes de se despedir, Elton John autografou algumas camisetas e agradeceu ao público pela noite.

Foram 25 hits daquele que foi eleito pela revista Rolling Stone o artista solo de maior sucesso na música. A carreira de mais de 40 anos foi resumida em duas horas e vinte minutos de espetáculo de tão alto nível que a impressão é que ao invés de dizer adeus, Elton John continua a percorrer a Estrada dos Tijolos Amarelos.

 

Setlist

Bitch is back
Bennie and the Jets
Grey Seal
Levon
Tiny Dancer
Believe
Mona Lisa and the Mad Hatters
Philadelphia Freedom
Candle in the Wind
Goodbye Yellow Brick Road
Rocket Man
Hey Ahab
I Guess That’s Why They Call It The Blues
Funeral for a Friend/Loves Lies Bleeding
Honky Cat
Sad Songs
Daniel
Sorry Seems to be the Hardest Word
The One
Skyline Pigeons
Don’t Let the Sun Go Down on Me
I’m Still Standing
Crocodile Rock
Saturday Night’s Alright (For Fighting)
Your Song