Arquivo da categoria: Som do dia

Som do dia #19 – “Cluster One” – Pink Floyd

pink_floyd_the_division_bell_front“Cluster One” é a faixa que abre o álbum The Division Bell, do Pink Floyd, lançado em 1994. A parceria entre David Gilmour e Richard Wright é um belíssimo tema instrumental bem ao estilo do Floyd.

É uma das minhas músicas preferidas daquele disco.

Som do dia #18 – Gotan Project

O Gotan Project é um dos grupos precursores do tango eletrônico, que trouxe de volta aos ouvidos do mundo o tradicional ritmo portenho, emoldurado com sua melancolia, sensualidade e força, mas vestido com batidas e loops modernos. O bandoneon lastimoso está lá, a inconfundível aura latina também.

Formado basicamente pelos músicos Philippe Cohen Solal (francês), Christoph H. Müller (suíço) e Eduardo Makaroff (argentino), o grupo mostra sua identidade já na origem do nome, ao fazer uso do Lunfardo – gíria argentina que costuma inverter sílabas das palavras. No caso Gotan vem de tango.

Aqui, a música que ajudou a apresentar o Gotan Project ao mundo. Seu primeiro single “Vuelvo al Sur”. Na sequência, “Queremos Paz”, também de seu primeiro álbum e que tem trechos da fala de Che Guevara durante um discurso.

Som do dia #17 – “Guitarra y Vos” – Jorge Drexler

O uruguaio Jorge Drexler ganhou projeção mundial com a música “Al Otro Lado Del Río”, trilha do filme Diários de Motocicleta, pela qual recebeu o Oscar de melhor canção original. Faz parte de seu álbum Eco, de 2004, onde também encontramos a belíssima “Guitarra y Vos”.

Com seu estilo intimista e sofisticado, Drexler é um dos mais interessantes expoentes da música que se faz na América do Sul neste novo século.

Aniversário da diva Gal Costa – som do dia #16: “Negro Amor”

Hoje, 26 de setembro, é um dia que não pode passar em branco aqui no blog. Aniversário de 67 anos de Gal Costa, uma das maiores cantoras que o Brasil já conheceu – para mim, ao lado de Elis e Marisa Monte, forma a santíssima trindade de nossas maiores vozes.

A partir dos anos 80 – que não foram muito inspirados para ninguém da MPB – ela enveredou por um lado mais romântico; contudo nos anos 90 e 2000 retornou com força consolidando-se como diva da boa música brasileira. Destaco sempre seu Acústico MTV, de 1997 – um tremendo disco.

Nos loucos anos 70, mais exatamente em 1977, ela grava o disco Caras e Bocas, onde consta a versão que Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti fizeram para a música de Bob Dylan “It’s All Over Now, Baby Blue”, aqui intitulada “Negro Amor”.

Com uma interpretação contundente, Gal dignificou com louvor a audaciosa versão sobre uma canção de Dylan. Mais: tornou-a um ícone de sua carreira e da MPB.

Parabéns, Gal Costa!

Abaixo, a versão de “Negro Amor” que está no disco de Gal e o respectivo lançamento da música no programa Fantástico, em 1977.

Som do dia #15 – Ramilonga – Vitor Ramil

 

Chove em demasia aqui no sul nestes dias. Dias derradeiros do inverno. Dias de Semana Farroupilha. Chove na tarde fria.

O cenário invariavelmente me inspira a retomar a estética do frio de Vitor Ramil. Me leva incondicionalmente a escolher a trilha sonora para o momento: Ramilonga.

Aniversário de Marina Lima e uma linha de baixo inesquecível

Marina Lima

Quem está de aniversário hoje, completando 57 anos, é a cantora Marina Lima. Ela é uma das principais artistas nacionais remanescentes dos anos 80. Ao lado de seu irmão poeta, Antônio Cícero, escreveu alguns belos hits da nossa música pop, sempre antenada com as tendências sonoras modernas, indo num misto entre a MPB e o rock.

Hoje, claro, ela não possui a mesma projeção de outrora. Na verdade, é um grande feito ela ainda estar na ativa – após um período sofrendo de depressão, na metade final da década de 90, Marina perdeu muito de sua voz, algo que é bastante perceptível na sua atual forma econômica de cantar.

Em 1984 ela lançou a música “Fullgás” (pelo álbum homônimo). De autoria dela e de seu irmão, é, seguramente, uma das melhores canções pop da música brasileira.

Além de tudo, possui, talvez a mais bela linha de baixo da música nacional, uma das mais inspiradas que já ouvi. O autor? Arnolpho Lima Filha, mais conhecido como Liminha, ex-baixista dos Mutantes e uma espécie de produtor-midas dos anos 80 e 90.

Para quem tem alguma dificuldade em reconhecer o contrabaixo como elemento fundamental da música ou, mesmo, para quem deseja ver um exemplar de como um baixo pode soar sofisticado, sendo protagonista, mas de maneira totalmente consolidada com a canção, “Fullgás” é um dos mais bem acabados exemplos.

As vezes não é necessário ouvir todo um disco ou obra de um músico para que consigamos inspiração; as vezes, basta uma música.

“Fullgás” é uma aula.

Parabéns e, muito obrigado, Marina Lima!

A sofisticação na voz de Sade e num solo de baixo

Sade é uma cantora nascida na Nigéria, que cresceu e passou sua vida na Inglaterra. Ouvir sua voz em rádios de pop contemporâneo sempre foi uma constante, desde os anos 90.

Com arranjos de agradabilíssima linguagem enxuta e moderna, Sade emplacou alguns hits neste tempo. Recentemente, lançou o DVD Bring Me Home – Live 2011. Ao vivo, sua postura carismática e segura combina bem com uma banda estilosa, tanto visual quanto sonoramente.

Sua melhor música, “Smooth Operator”, possui um delicioso solo de contrabaixo em sua versão original – e que ela e sua banda sempre fazem questão de reproduzir nos shows.

Para aqueles que talvez sejam menos atentos… poucas coisas podem ser mais cool, modernas e sedutoras do que um solo de baixo de altíssima categoria.

Não, não falo de solos virtuosos feitos apenas para agradar músicos do sexo masculino . Falo de solos de baixo com algo a mais para dizer.

Como este de “Smooth Operator”.