Arquivo da categoria: Som do dia

Som do dia # 12 – “Two Naira Fifty Kobo” – Caetano Veloso

Não há como não lembrar Caetano Veloso hoje. Um dos mais importantes e representativos nomes de nossa música está completando 70 anos – aliás numa época em que muitos gênios musicais também estão chegando a esta idade ou próximos dela.

Sempre digo que Caetano tem momentos de ‘ame-o ou odeie-o’, mesmo para aqueles que, como eu, são fãs. Seu maior ensinamento é nunca ter se acomodado, ter sido sempre um inovador, um sujeito que arrisca – e que como tal acerta em cheio e também falha.

Todavia, ele está naquele patamar de cima, dividido com poucos. Está entre os maiores.

Parabéns, Caetano!

Abaixo, a bela “Two Naira Fifty Kobo”, na versão que abre o Noites de Norte ao vivo.

 

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Som do dia # 11 – “Everlasting Love”

“Everlasting Love” é um daqueles clássicos absolutos da música norte-americana, que são reconhecidos em qualquer lugar do mundo. Foi escrita por Buzz Cason e Mac Gayden, no ano de 1967 e já recebeu um punhado de releituras ao longo de todos estes anos.

E volta e meia algum artista a toma para si, a fim de dar-lhe uma nova roupagem. Combinemos: é uma grande canção.

As minhas versões favoritas são a do U2, gravada no final da década de 80 e a recente releitura de Jamie Cullum, de 2004. As duas são bem diferentes entre si e das versões mais antigas e tradicionais.

Ambas são maravilhosas. A versão do U2 me transmite um clima mais londrino, de uma noite fria, chuvosa. Ela tocava muito na minha infância, ficou marcada. Já Jamie Cullum deu um ar jazzístico, sofisticado e moderno à “Everlasting Love”. Com sua bela voz, concedeu novo gás a uma canção que está no imaginário pop mundial há décadas.

Everlasting Love – U2

Everlasting Love – Jamie Cullum

Som do dia # 10 – “Trouble” – Coldplay

Os primeiros discos do Coldplay são verdadeiras obras-primas da música pop. Sem desmerecer os trabalhos posteriores, Parachutes e A Rush Of Blood to the Head são álbuns fundamentais para qualquer pessoa que queira entender um pouco do rock e do pop do século 21.

Uma das pérolas de seu disco de estreia chama-se “Trouble”. Delicada, com uma melodia linda e uma letra idem.

Som do dia # 9: Beck

Durante os anos 90, Beck surgiu de fato para o grande público. Foi sempre um queridinho da crítica especializada… com todo o mérito!

O cara lançou alguns dos álbuns mais inventivos e surpreendentes dos últimos anos. Meu preferido é Guero, de 2005. Sou fã total desse disco. Aqui ele mostra todo o seu imenso leque de influências e inspirações, além de desfilar a sua criatividade. É algo assim que falta, muitas vezes, ao pop mundial.

Artistas como Beck tem de ser valorizados, pois têm audácia e personalidade para criar trabalhos diferenciados. Sorte a nossa.

Abaixo, as minhas duas prediletas do álbum: a cool “Qué Onda Guero” e a irresistível “Missing”,  inspirada na bossa nova.

 

Som do dia # 8 – “Sunrise” (Simply Red)

Uma das bandas que realmente lamento nunca ter assistido ao vivo chama-se Simply Red. O grupo britânico teve inúmeras formações ao longo da carreira, desde sua fundação em 1984. Contudo, a qualidade musical e das composições sempre foi inquestionável.

As capas de seus discos, não raro, traziam somente a imagem de Mick Hucknall – cantor, compositor e dono do Simply Red. Na verdade, a banda pode ser considerada como de acompanhamento para suas apresentações. Podia… afinal, encerraram as atividades em 2010.

Fica somente o lamento de nunca tê-los visto ao vivo. É uma grande banda pop, com canções suingadas, influenciadas sempre pelo soul inglês.

Abaixo, a bela “Sunrise” do DVD gravado ao vivo na Sicília, em 2003.

Som do dia # 7 – “Raggamuffin” (Selah Sue)

Hoje posto uma novidade bem bacana no Som do Dia. É a belga Selah Sue, 22 anos, que consegue um belo som pop ao unir soul com hip hop e funk. A música é boa, ela é carismática e até o violão levemente desafinado acaba conferindo um charme à sua performance.

 

Som do dia #6: “Lonestar” – Norah Jones

Da sempre maravilhosa e indispensável Norah Jones, “Lonestar”.